Quando pensamos em aparelho auditivo, é comum associá-lo apenas à melhoria da audição, mas as soluções também podem contribuir e melhorar o equilíbrio do corpo.
É importante você compreender que tontura não é uma doença e sim um sintoma de que algo não vai bem com a sua saúde.
Segundo o portal do Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a vertigem acomete cerca de 30% da população global, podendo estar relacionada a problemas cardiológicos, neurológicos, distúrbios metabólicos e alterações no ouvido interno.
É importante destacar que alterações no labirinto (que fica no ouvido interno) podem levar à perda de audição e desencadear episódios de tontura e vertigem, conhecida popularmente como labirintite.
Sim, a audição está diretamente ligada ao equilíbrio e o aparelho auditivo pode ser um grande aliado para melhorar o equilíbrio. Continue a leitura e saiba como esse processo acontece.
Como o aparelho auditivo ajuda a melhorar o equilíbrio?
A perda auditiva pode afetar o equilíbrio. Isso acontece porque a audição e o sistema vestibular, que é parte do ouvido interno, estão interligados.
Quando o cérebro recebe menos estímulos sonoros, ele precisa se esforçar mais para manter a estabilidade, o que pode resultar em tonturas e aumentar o risco de quedas. Essa condição pode ser maior na terceira idade.
Um aparelho auditivo bem ajustado ajuda:
- o cérebro receber e integrar melhor os estímulos sensoriais,
- melhorar a orientação espacial e a atenção ao redor da pessoa com deficiência auditiva,
- reduzir o esforço cognitivo para ouvir e se manter estável,
- dar maior segurança ao paciente ao caminhar, subir escadas e se movimentar de modo geral.
A relação entre audição e os centros de equilíbrio do corpo
Nosso ouvido não é apenas o órgão da audição, ele é também fundamental no nosso equilíbrio.
Para entender essa relação, precisamos compreender que ele é formado pelos:
- ouvido externo,
- ouvido médio,
- ouvido interno.
O ouvido externo é a parte visível da orelha, composta pela orelha e pelo conduto auditivo. Ele capta os sons do ambiente e os envia para o ouvido médio.
Já o ouvido médio possui a membrana timpânica e aderidos a ela, três pequenos ossos, o martelo, a bigorna e o estribo, que juntos têm a função de amplificar as vibrações sonoras recebidas.
O ouvido interno é a parte mais complexa do nosso sistema auditivo. Nele está localizada a cóclea, responsável por transformar as ondas sonoras em impulsos elétricos que o cérebro interpreta como som.
No ouvido interno também está localizado o sistema vestibular, responsável pela manutenção do equilíbrio e orientação espacial do corpo.
Ambos (cóclea e sistema vestibular) são ligados por nervos e fluidos. Logo, qualquer alteração em um deles pode afetar a outra parte.
Quando há perda auditiva, o cérebro recebe menos informações sonoras do ouvido interno e precisa se esforçar mais para processá-las.
Esse esforço extra pode gerar desequilíbrio, tonturas e até aumentar o risco de quedas nas pessoas com perda auditiva.
Você sabia que, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 33% da população brasileira é atingida por doenças do labirinto em algum momento da vida?
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Aqui, na AudioSave, acreditamos que o aparelho auditivo é mais do que um simples dispositivo.
Primeiro, ele é essencial para restaurar a captação dos sons e melhorar a sua qualidade de vida.
No entanto, o seu uso precisa estar inserido em uma abordagem de cuidado que considere as necessidades de cada paciente e isso consiste em:
- diagnóstico preciso das causas da perda auditiva,
- análise funcional do ouvido interno e sistema vestibular,
- acompanhamento médico e fonoaudiológico contínuo,
- ajustes personalizados do dispositivo para garantir adaptação confortável e eficiente
Esse cuidado permite que o aparelho auditivo atue em conjunto com outros recursos terapêuticos, dependendo do quadro do paciente.
Resumindo, compreenda que o aparelho auditivo é essencial no seu tratamento, mas ele é o meio, não o fim! O que realmente faz a diferença é a atenção clínica individualizada.
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