A perda auditiva afeta pessoas de todas as idades e pode trazer consequências graves se não for tratada devidamente.
Segundo uma publicação no Jornal da USP (Universidade de São Paulo), cerca de 5% da população brasileira apresenta alguma deficiência auditiva, esse percentual indica que mais de 10 milhões de pessoas apresentam algum grau de surdez.
De modo geral, pessoas com deficiência auditiva enfrentam dificuldades de comunicação, além de sofrerem impactos físicos e emocionais que afetam sua qualidade de vida, especialmente quando o problema não é tratado.
Vários estudos indicam que a perda auditiva não tratada pode favorecer o surgimento ou agravamento de outras doenças, como declínio cognitivo, depressão e demência.
Por exemplo, pesquisas realizadas na USP (Universidade de São Paulo) confirmam que pessoas com deficiência auditiva não tratada apresentam aceleração no envelhecimento cerebral, especialmente quando a condição ocorre na meia-idade, que compreende 40/45 a 60/65 anos.
Você ficou interessado em saber como a dificuldade auditiva pode contribuir para o envelhecimento cerebral e o desenvolvimento de demências, como o Alzheimer?
Continue a leitura e confira.
A relação entre perda auditiva e o envelhecimento cerebral
A perda auditiva vai além da simples dificuldade para ouvir; ela pode, sim, ser um fator de risco direto para o declínio cognitivo.
Por que isso acontece? Quando ouvimos, nossos ouvidos captam os sons e enviam sinais ao nosso cérebro
O cérebro, por sua vez, interpreta esses sons e dá sentido ao que está acontecendo ao nosso redor. Assim, compreendemos uma conversa, identificamos de onde vem um barulho ou distinguimos sons diferentes ao mesmo tempo.
Quando a nossa audição está comprometida, o cérebro precisa se esforçar muito mais para decodificar os sons, o que acaba sobrecarregando outras funções, como memória, concentração e raciocínio.
Se a perda auditiva não é tratada, o esforço extra necessário para ouvir pode, com o tempo, causar o envelhecimento cerebral, acelerando o declínio cognitivo e aumentando o risco de demências.
Sem contar que pessoas com dificuldades de entender o que outras falam tendem ao isolamento social e também são privadas dos estímulos que ajudam a manter a função cognitiva do cérebro atuante.
E à medida que os estímulos diminuem, a função cerebral reduz.
Uma publicação do O Globo traz um estudo realizado no Reino Unido e publicado na revista inglesa The Lancet Public Health indicando que pessoas com perda auditiva não tratada apresentaram um risco 42% maior de desenvolver demência comparadas com pacientes que usavam aparelhos auditivos.
Sinais de que sua audição pode estar afetando seu cérebro
Quem sofre de perda auditiva nem sempre percebe que a dificuldade para ouvir está afetando o funcionamento cerebral.
Porém, existem sinais comuns entre os pacientes que indicam que a audição pode estar afetando as atividades cerebrais.
Esses sinais são:
- a pessoa apresenta dificuldade de concentração em ambientes ruidosos ou com muita gente falando,
- ela se esquece frequentemente, em especial de coisas que ouviu recentemente,
- sensação de cansaço mental após interações sociais,
- prefere ficar sozinha para evitar conversas ou ambientes que possuem muita gente.
Quando a pessoa está com algum problema auditivo, esses sintomas podem indicar que o seu cérebro está fazendo um esforço extra para conseguir interpretar os sons, sobrecarregando áreas cognitivas, o que contribui para o envelhecimento cerebral.
Leia também: A relação entre a perda auditiva e saúde mental.
AudioSave na preservação da saúde cerebral: o papel da reabilitação auditiva
Na AudioSave, “ouvir bem” envolve tratamento e cuidado.
Lidamos diretamente com a prevenção e no tratamento da perda auditiva com foco na melhora e no bem-estar integral do paciente.
A clínica oferece soluções completas de reabilitação auditiva, que incluem diagnóstico preciso, aparelhos de última geração e treinamento personalizado.
Com um atendimento que possui fonoaudiólogo especializado, o nosso paciente recebe acompanhamento personalizado, orientações e ajustes sob medida, visando manter as funções cognitivas ativas e proteger a saúde cerebral.
Mais do que ajudar você a ouvir melhor, estamos aqui para fortalecer sua mente e contribuir para que o seu cérebro volte a receber estímulos sonoros de forma eficaz, aproximando você por completo da vida ao seu redor.
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