A música alta representa um risco à saúde auditiva e se transformou em um dos principais riscos para a perda da capacidade de ouvir.
De modo geral, sons em níveis mais elevados fazem parte do dia a dia de milhões de pessoas, seja em shows, festas, eventos esportivos e artísticos, no ambiente de trabalho e até mesmo no tradicional uso dos fones de ouvido.
O problema é que a exposição prolongada a altos volumes passou a ser um risco para a saúde auditiva.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050 (daqui há apenas 25 anos) cerca de 2,5 bilhões de pessoas terão algum grau de perda auditiva, ou seja, em pouco tempo uma a cada quatro pessoas terá algum grau de incapacidade para ouvir.
Ainda segundo a OMS, mais de um bilhão de jovens no mundo estão em risco de desenvolver perda auditiva devido ao uso inseguro de dispositivos sonoros, como fones de ouvido e caixas de som, ou seja, porque ouvem música ou outros áudios acima do recomendado.
Essas previsões alertam para uma situação preocupante: os danos causados pelo excesso de ruído são progressivos e silenciosos, dificultam a busca por ajuda imediata e podem comprometer a qualidade de vida e a comunicação no futuro.
Quer conhecer os impactos da música alta e descobrir como curtir seu som favorito sem prejudicar seus ouvidos? Continue a leitura e confira.
Os efeitos da música alta na audição
Até há alguns anos, a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) era uma condição que estava relacionada a determinadas atividades profissionais, que mantinham o trabalhador em exposição frequente a sons altos.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é caracterizada pela exposição contínua a ruídos de, no mínimo, 85 decibéis (dBs). Este é o limite máximo seguro de exposição sonora por 8 horas, conforme estabelecido por normas internacionais, como as da Organização Mundial da Saúde (OMS), e nacionais, como a NR-15 no Brasil.
Porém, segundo publicação no portal Veja, estimam-se que 35% dos casos de perda auditiva no Brasil sejam provocados pela exposição a ruídos elevados.
E boa parte das ocorrências não estão associadas ao ambiente de trabalho e sim ao uso indevido e prolongado dos fones de ouvido, ou seja, pela música alta.
Leia também: Entenda tudo sobre os traumas acústicos.
Hábitos que protegem os seus ouvidos
A música é parte integrante da nossa rotina em um mundo cada vez mais conectado e sonoro, proporcionando alegria, emoções e relaxamento.
No entanto, a exposição prolongada e ininterrupta a volumes elevados de música pode representar um risco para a saúde auditiva.
Como ouvir o seu som preferido protegendo seus ouvidos? Uma dica é seguir a regra do 60/60, amplamente recomendada por especialistas. A ideia é aumentar o volume da sua música para apenas 60% do total do seu dispositivo e ouvi-la por no máximo 60 minutos por dia.
Outra dica é dar intervalos regulares ao longo do dia, permitindo dessa forma que o seu ouvido se recupere da exposição ao som, prevenindo fadiga auditiva e sintomas como zumbido.
Enquanto está ouvindo sua música ou podcast, por exemplo, evite aumentar o som para compensar ruídos externos.
Já se você frequenta ou precisa se expor a ambientes ruidosos com frequência, o ideal é usar abafadores ou plugs de silicone. Esses acessórios ajudam a reduzir a exposição à música alta ou outros sons acima de 85 decibéis.
A importância de cuidar da saúde auditiva desde cedo
A audição é um dos sentidos mais vitais para a comunicação, o aprendizado e a qualidade de vida.
O risco de desenvolver doenças ou até mesmo a perda auditiva está associado à exposição a músicas em volume elevado.
Boa parte dos problemas auditivos são silenciosos e podem acometer pessoas de todas as idades, por isso é essencial cuidar da sua saúde auditiva desde cedo.
Desse modo, destacamos que há alguns anos a Revista Veja trouxe um estudo dinamarquês no qual indicava que os problemas auditivos estão surgindo cada vez mais cedo.
Conforme a publicação, cerca de 14% das crianças de 9 a 11 anos analisadas durante a pesquisa já demonstraram sinais de perda auditiva devido ao uso de alguns dispositivos, como fones de ouvido.
A prevenção começa com hábitos simples, que vão além de evitar a exposição a música alta e proteger os ouvidos em ambientes barulhentos. É preciso também ficar atento a alguns sinais de alerta, como:
- zumbido, chiado ou apito,
- sensação de ouvido tapado ou abafado,
- dor ou desconforto auditivo,
- dificuldade para escutar e entender conversas.
Sintomas como esses, ou qualquer outro tipo de desconforto, podem sinalizar problemas auditivos e requerem diagnóstico adequado.
Por isso, consulte um fonoaudiólogo sempre que sentir alteração. Nessa hora e em todos os momentos, conte com o atendimento personalizado da AudioSave.
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