Fone de ouvido e perda auditiva: como saber se sua audição já está pagando o preço?

Fone de ouvido e perda auditiva: como saber se sua audição já está pagando o preço?

A relação entre fone de ouvido e perda auditiva merece atenção, especialmente porque esses dispositivos fazem parte da nossa rotina. Seja no trabalho, nos estudos, na academia ou nos momentos de lazer, é comum passar várias horas com os fones.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos correm o risco de desenvolver perda auditiva permanente e evitável devido a práticas de escuta inseguras, incluindo o uso de fones em volumes elevados.

No Brasil, uma pesquisa de Fonoaudiologia divulgada em 2026 pela Universidade do Estado do Pará destacou um estudo no qual 83,4% dos jovens adultos avaliados apresentaram alterações detectadas em exames auditivos, mesmo sem sintomas evidentes.

Essas alterações foram mais frequentes entre participantes que utilizavam fones de ouvido em diferentes atividades, como ouvir música, jogar, estudar e trabalhar.

Isso não significa que você precise deixar de usar fones. O principal cuidado está no volume e no tempo de exposição, já que ouvir sons muito intensos por períodos prolongados pode prejudicar a audição, muitas vezes de maneira gradual.

A seguir, conheça os sinais que merecem atenção e entenda por que avaliar sua audição pode ser importante mesmo quando você acredita que está ouvindo bem.

 

Fone de ouvido e perda auditiva: você pode estar perdendo audição sem perceber

Dentro do ouvido interno existem células sensoriais, chamadas células ciliadas, responsáveis por transformar as vibrações sonoras em sinais elétricos que são enviados ao cérebro.

A exposição frequente a sons muito intensos pode danificar essas células, que não se regeneram naturalmente nos seres humanos, provocando alterações auditivas que podem ser permanentes.

Esse risco merece atenção, principalmente entre adolescentes e adultos jovens, que costumam utilizar fones durante várias horas, muitas vezes sem perceber possíveis mudanças na audição.

Uma meta-análise publicada em 2026 na BMC Public Health, com dados de mais de 67 mil participantes, identificou uma associação entre o uso de fones de ouvido e maiores chances de perda auditiva. Na análise, os usuários apresentaram 2,26 vezes as chances de perda auditiva observadas entre os não usuários.

É importante lembrar que esse resultado representa uma associação estatística e não significa que todas as pessoas que utilizam fones terão perda auditiva. O risco depende de fatores como intensidade sonora, duração e frequência da exposição.

A pesquisa também abordou alterações auditivas que podem passar despercebidas no cotidiano, mas ser identificadas por exames específicos.

Isso reforça a importância de prestar atenção aos hábitos de escuta. Afinal, é possível perceber os sons normalmente em algumas situações e ainda apresentar dificuldades auditivas que merecem investigação.

Por isso, se você costuma utilizar fones em volumes elevados, considere realizar uma avaliação auditiva, mesmo que ainda não tenha percebido dificuldades para ouvir.

Leia também: Música alta e saúde auditiva: como curtir música sem se prejudicar?

 

Zumbido, dificuldade para entender conversas e outros sinais que merecem atenção

Nem sempre os primeiros sinais de alterações auditivas são facilmente percebidos. Algumas mudanças aparecem gradualmente, especialmente quando existe exposição frequente a sons intensos.

Por isso, é importante observar situações como:

  • zumbido após utilizar fones de ouvido,
  • sensação de ouvido abafado ou tampado,
  • necessidade de aumentar frequentemente o volume,
  • dificuldade para entender conversas em ambientes barulhentos,
  • pedidos constantes para que outras pessoas repitam o que disseram.

Esses sinais não significam necessariamente que você tenha perda auditiva, mas merecem investigação, principalmente quando acontecem com frequência ou persistem após interromper o uso dos fones.

Para reduzir os riscos, uma orientação bastante conhecida é a regra 60/60: utilizar os fones em até 60% do volume máximo e fazer uma pausa após 60 minutos de uso contínuo.

Embora seja uma referência prática, essa regra não garante proteção absoluta. O volume máximo varia entre dispositivos, e mesmo 60% pode representar uma intensidade elevada em determinados equipamentos.

Por isso, também é importante manter o volume em níveis confortáveis, reduzir o tempo de exposição e utilizar recursos de monitoramento de intensidade sonora, quando disponíveis.

Adotar esses hábitos ajuda a tornar a escuta mais segura, permitindo aproveitar músicas, vídeos e conversas sem abrir mão dos cuidados com a saúde auditiva.

 

Por que fazer uma avaliação auditiva mesmo que você ache que ouve bem? 

Como vimos, algumas alterações auditivas podem ser identificadas por exames antes mesmo de surgirem dificuldades perceptíveis no dia a dia. Por isso, quem se expõe frequentemente a volumes elevados pode se beneficiar de uma avaliação, mesmo sem sintomas.

A avaliação auditiva permite conhecer melhor sua capacidade de ouvir, identificar possíveis alterações e receber orientações de acordo com suas necessidades e hábitos de escuta.

Também é importante entender que fazer uma avaliação não significa que você precisará usar um aparelho auditivo.

Aqui, na AudioSave, nosso objetivo é compreender suas necessidades auditivas, identificar possíveis dificuldades e orientar você sobre os cuidados mais adequados para sua audição.

Caso seja identificada alguma alteração, os próximos passos dependerão das características do problema e da avaliação profissional. O aparelho auditivo é uma das possibilidades de reabilitação, quando existe indicação.

Você costuma usar fones por várias horas ou em volumes elevados? Conhecer sua saúde auditiva hoje pode ajudar a identificar alterações e adotar hábitos mais seguros para o futuro.

Cuide da sua audição para continuar aproveitando os sons que fazem parte da sua vida. Agende sua avaliação auditiva na AudioSave e receba orientações personalizadas para ouvir com mais segurança.

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